Oferecer formas de pagamento flexíveis é uma das estratégias para aumentar as vendas, fidelizar clientes e se destacar no mercado. Mas uma dúvida muito comum entre empresas que querem implementar soluções financeiras é: crédito próprio é a mesma coisa que cartão de crédito?
Embora os dois permitam que o cliente compre agora e pague depois, a estrutura por trás de cada um é bem diferente. Entender essa diferença é essencial para decidir qual modelo adotar ou como combinar os dois.
Neste artigo, vamos explicar o que é crédito próprio, como ele difere do cartão tradicional e como aplicar esses dois recursos de forma estratégica no seu negócio.
O que é o Cartão de Crédito Tradicional?
O cartão de crédito tradicional é um meio de pagamento oferecido por bancos e operadoras financeiras, como Visa, Mastercard, Elo ou American Express. Ele permite que o cliente realize compras em um determinado limite pré-aprovado e pague o valor parcelado em sua fatura mensal.
Como funciona:
O banco emissor aprova um limite de crédito para o cliente.
A cada compra, o valor é debitado desse limite.
O lojista recebe o valor total da venda (à vista ou parcelado, conforme contrato com a adquirente).
O cliente paga à operadora, que assume o risco de inadimplência.
Vantagens:
O lojista tem segurança financeira, pois recebe mesmo que o cliente atrase o pagamento.
É amplamente aceito pelos consumidores.
O processo de pagamento é rápido e familiar.
Limitações:
Depende de terceiros (bancos, bandeiras, adquirentes).
Taxas podem ser elevadas para o lojista.
Pouco controle sobre a experiência de crédito e fidelização.
O que é Crédito Próprio?
O crédito próprio também conhecido como private label ou crédito interno é quando o próprio lojista, rede ou plataforma financeira concede crédito direto ao cliente, sem depender de bancos ou cartões tradicionais.
Esse modelo é muito usado por grandes redes de varejo, academias, clínicas, postos de combustíveis que querem oferecer mais do que uma simples venda: querem criar uma relação contínua e personalizada com o consumidor.
Como funciona:
O estabelecimento define as regras de concessão de crédito (limite, prazo, cobrança).
O cliente compra usando esse limite e paga depois via boleto, Pix, débito em conta ou carnê digital.
A empresa faz a gestão dos recebimentos e do risco de inadimplência.
Vantagens:
Controle total da operação: você define como, quando e para quem o crédito será oferecido.
Alta fidelização: o cliente volta para usar o limite que tem com você.
Personalização: campanhas, limites e condições sob medida para cada perfil.
Economia com taxas: não há intermediários bancários cobrando por cada transação.
Desafios:
A responsabilidade pelo recebimento é do negócio.

Comparando os Dois Modelos
Veja a seguir as principais diferenças entre o cartão de crédito tradicional e o crédito próprio (private label):
Quem concede o crédito
→ Cartão de crédito tradicional: o crédito é concedido por um banco ou operadora financeira.
→ Crédito próprio: quem concede o crédito é o próprio negócio, rede ou plataforma.Quem assume o risco de inadimplência
→ Cartão de crédito tradicional: o risco é do emissor do cartão.
→ Crédito próprio: o risco fica com o lojista ou com quem opera a plataforma.Formas de pagamento
→ Cartão de crédito tradicional: pagamento com cartão de bandeira (Visa, Mastercard etc.).
→ Crédito próprio: pagamento via boleto, Pix, débito recorrente ou carnê digital.Fidelização do cliente
→ Cartão de crédito tradicional: fidelização mais limitada.
→ Crédito próprio: alto poder de fidelização, já que o cliente volta para usar o limite interno.Personalização da oferta
→ Cartão de crédito tradicional: regras e limites definidos pelo banco ou operadora.
→ Crédito próprio: totalmente personalizável, com controle sobre limite, perfil de cliente e condições.Necessidade de adquirente
→ Cartão de crédito tradicional: sim, é necessário ter integração com uma adquirente.
→ Crédito próprio: não necessariamente; o modelo pode funcionar com plataforma própria de gestão.Potencial de margem para o negócio
→ Cartão de crédito tradicional: margem média, com taxas cobradas por terceiros.
→ Crédito próprio: margem potencialmente mais alta, com menor custo operacional e controle total da operação.
Como aplicar esses modelos no seu negócio?
A escolha entre oferecer cartão de crédito tradicional, crédito próprio ou ambos depende do seu público, da estrutura do seu negócio e do seu objetivo estratégico. Veja alguns cenários:
Você quer agilidade e simplicidade? O cartão tradicional pode ser suficiente.
Você quer reter clientes, aumentar o ticket médio e ter controle sobre a jornada? O crédito próprio é a melhor escolha.
Você quer escalar sua operação? Ofereça as duas opções e dê flexibilidade para cada cliente escolher como pagar.
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